Todos que gostam de futebol conhecem. É só juntar o grupo e a bola, um pouco antes da pelada, um pouco antes do treino, é lugar de brincadeira, de muita gozação, serve de relaxamento, entrosamento da galera e identificar quem serão os primeiros escolhidos depois do par ou impar.

Agora virou coisa séria, pela importância de manter a posse de bola em espaços cada vez mais reduzidos devido à combatividade e ao alto preparo físico dos jogadores. Começa antes do treino, serve de aquecimento. Em treinos específicos de posse de bola são incentivados pra aprimorar controle, a direção e velocidade do toque na bola, o ligeiro deslocamento pra possibilitar receber o passe, e sempre em alta velocidade pra dificultar que o virtual adversário roube a bola.

E aí entra um verdadeiro cardápio de variáveis. Aumentam o número dos que estão de bobo na roda, diminuem os espaços, colocam zagueiros trocando passes e atacantes de bobo (os zagueiros têm mais dificuldade no passe e os atacantes são mais rápidos), diminuem o número de toques que pode ser dado, diminuem as opções pra quem passar a bola, colocam goleiros pra aprender o toque, variáveis sem fim. Além do aprendizado em si isso dá um pouco segurança, traz um pouco de “sangue frio” na adrenalina do jogo.

Quem diria que algum dia as rodas de rodas de bobo serviriam pra aprimoramento da técnica desse futebol de troca de passes dos times que encantam o mundo! Isso me faz lembrar que boa parte dos aprendizados dos animais ainda filhotes acontecem nas brincadeiras. Que coisa fantástica o futebol, tão rico, tão apaixonante, mas não passa de um palco de brincadeiras, e sai-se sempre melhor o time dos moleques mais travessos.

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